quinta-feira, 2 de maio de 2019

ChromeSkull: Resenha Deads Shall Raise


Ep veloz e rude 

ChromeSkull lançou no dia 23 de abril “Deads Shall Rise”, seu EP de estreia, foi gravado e produzido pelo estúdio Tyranossom, a formação é Carlos Leonello guitarra e vocal, Doug Zukerman no baixo, e Kayke Lima na bateria. Mas uma semana antes da estreia do EP a banda adicional mais um guitarrista Arthur “Spido” Benitez.

O EP traz uma sonoridade mais puxada para Speed Metal, você pode sentir muita influencia de Skull Fist, e também de Slayer na fase “Show No Mercy”. A primeira faixa traz uma introdução simples, mas com energia. Todas as musicas restantes são executadas de uma forma Crua e rápida. A faixa de encerramento “Fast ‘N’ Rude” foi a que mais me agradou, não desmerecendo as outras, mas ela tem tudo que eu gosto, grito agudo, riff rápido que depois se torna uma palhetada mais ritmada, ela é como ouvir um faixa do “Kill ‘Em’ All”, o único defeito, ela é muito curta para ser apreciada. Vou dar destaque para o vocal de Carlos que é visceral e nervoso, realmente Chromeskull está de parabéns com esse EP, os fãs de Speed Metal não irão se decepcionar.



terça-feira, 30 de abril de 2019

Cirrhosis: Álcool e Death Metal



Minas Gerais é conhecido por ser o estado do Death Metal, ficou conhecida por trazer ao mundo bandas como Sepultura, Sarcofago, Sextrash e Holocausto, mas essas não são as únicas bandas que se encontra no estado, nos anos de 1990 varias bandas ganharam vida, e hoje vamos falar de uma delas, a Cirrhosis.




Logo


Cirrhosis é uma banda de Death Metal que foi formada em 1988 em Minas Gerais na cidade de Uberlândia. Os fundadores foram Rodrigo “Branca de neve” na guitarra, Ritichie Santiago na Bateria e pelo já conhecido Wagner “Antichrist”, sim o vocalista do Sarcófago, na guitarra e vocais. Totalmente chapados eles formaram Cirrhosis, existe um boato que o baixista da época era um “Homem invisível” que eles criaram em suas mentes.Wagner deixou a banda ainda em 1988 para voltar com o Sarcófago.

Cirrhosis na formação do "Alcoholic Death Noise"
 A banda já passou por varias formações nunca teve uma formação sólida, por vários motivos foram entrando e saindo membros. Foi oque disse Juarez, Baixista e Vocalista da banda. A formação que mais se consolidou e colheu frutos foi a que se encontra no álbum lançando em 2002 “Alcoholic Death Noise”. Os membros eram Juarez Tavora Baixo (também conhecido pela banda Scourge) e Vocal, Fernando Alencar na Bateria, Henrique e Marcos nas guitarras. 



Cirhossis já tocou com bandas brasileiras como Death Slam, Leprosy, Spiritual Carnage e Terror Revolucionário

Encarte do LP "Alcohol Rules"
A discografia da banda conta com demos como “Ritual Of Penetration” (1989), “Alcoholic Death” e “Beyond The Slavery of Sin...”, um Split com outra banda mineira de Death Metal, Lou Cyfer (1991), o primeiro LP da banda “Alcohol Rules”(1990) , e dois álbuns “Alcoholic Death Noise” (2002) e “Drinks From Hell” (2008), a maioria foram lançadas pelo conhecido selo “Cogumelo Records” que dispensa apresentação

Por motivo desconhecidos a banda ficou inativa por um tempo, até este ano de 2019 quando Juarez decidiu retornar as atividades como um power-trio, trazendo dois novos membros Roberto Carvalho na bateria e Mateus na guitarra. Juarez disse que pretende fazer vários shows com Chrissosis este ano, e talvez no ano que vem os fãs de death metal podem ser presenteados com um álbum novo.


Mateus, Juarez e Roberto


"Alcoholic Rules" um dos mais importantes lançamento da banda.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Nuclear Assault 26/04 Sesc Belenzinho


Chato, parado, sem energia alguma, e decepcionante. Bom essas são palavras que não se encaixam na descrição de um show do Nuclear Assault. Muito pelo contrario o quarteto oitentista mostrou para o publico paulista como se faz um show de Thrash Metal.

 A ultima apresentação da banda no Brasil foi em 2015 ao lado dos speedeiros canadenses do Exciter. E na ultima sexta feira (26) no Sesc Belenzinho  os norte americanos do Nuclear Assault mostraram que valeu a pena espera para os fãs poderem ver pela primeira vez e também para outros reverem o espetáculo.  Mas a formação estava um pouco diferente do ultimo, o baterista presente foi Nicholas Barker (Ancient), ele começou a se apresentar com Conelly e sua turma no ano de 2016.

Com uma setlist contendo quase na integra o clássico álbum “Game Over” (1986) Nuclear Assault fez o sesc tremer, abrindo com “Rise from the ashes” (Survive 1988) que foi seguida por “Brainswashed”, o público não perdeu tempo o mosh se abriu e os stages dives começaram com um direito de me acertarem com o pé bem no meio da cara. Como sempre acontece em um show de Thrash Metal, gritos contra atual presidente foram feitos e o baixista Dan Lilker deu corda para o coro.
O espetáculo não parava um clássico atrás de clássico, mas o ápice mesmo foi na sequencia de musicas do álbum “Handle With Care” (1989) “New Song” e “Critical Mass”, e do EP “The Plague”  (1986) “Game Over” e “Butt Fuck”.

A única musica fora desses álbuns foi “Analog man” (Pounder 2015) este foi o único momento em que o publico deu uma alcamada, mas uma sequencia com as musicas mais curtas dos set levaram o mosh a outro nível, estou falando de “My America” “Hang The Pope” e “Lesbians” (Game Over 1986). O show foi encerrado com a musica “Trails of Tears”  também do álbum “Handle With Care”, com aquela dedilhada melancólica para encerramento, deixando os fãs com aquele triste sentimento “como assim já acabou, foi tão rápido”. Infelizmente tudo que é bom dura pouco. Com apenas uma hora de show Nuclear Assault mostrou como executar um show de Thrash Metal e o publico paulista mostrou que espirito do Thrash oitentista ainda vive com stage dive e mosh durante todo o show

Setlist:
1.       Rise From the Ashes
2.       Brainwashed
3.       F#
4.       Vengeance
5.       Radiation Sickness
6.       New Song
7.       Critical Mass
8.       Game Over
9.       Butt Fuck
11.   Sin
12.   Betrayal
14.   F# (Wake Up)
15.   My America
16.   Hang the Pope
17.   Lesbians