quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Resenha: Lobotomia-Nada é Como Parece

Resenha Lobotomia-Nada é Como Parece
Guilherme Santos 

No final da década de 80, a mistura de metal com hardcore era constante no mundo inteiro.
O tal estilo denominado como crossover vivia o seu eterno apogeu com bandas como:
D.R.I.,Crumbsuckers, Gang Green, Suicidal Tendencies e English Dogs. No Brasil em 1989
não era diferente, a cena thrash fervilhava com ótimas bandas, enquanto a cena punk
estava muito em baixa devido às confusões que permearam o movimento punk de 83 até o
início da década de 90. O Lobotomia surge na segunda fase do movimento punk (1984),
onde as bandas já tinham influência do chamado Metalpunk inglês e a evolução disso para
um crossover coeso foi mais do que natural. Nada é Como Parece foi gravado em BH no
selo Cogumelo records com uma excelente produção. A formação da banda contava com
Marcão (Vocais), Adherbal, Paulão (Guitarras), Flávio (Baixo) e Grego (Bateria). O disco em
si é uma pancada atrás da outra. A faixa título Nada é Como Parece tem um riff marcante
e isso leva à característica da música por completo, ou seja, som inesquecível e letra
marcante. Donos do Sistema/ Mosh to Die são o ponto chave do disco, duas faixas que são
verdadeiras pérolas do Crossover. O mesmo podemos dizer sobre Penso, Logo desisto e
Fiquem se Distraiam, riffs e mais riffs, cozinha detonando e os vocais do Marcão bem
rasgados, lembrando o maravilhoso Onslaught no debut Power From Hell (1985). O lado B
começa com Ratos da Cidade, a faixa mais comprida do disco e segue com Manicômio,
cuja letra diz que não temos culpa de nascer e viver nessa droga de país. Drugs (Sua Vida
Começa Acabar) é uma das mais originais do disco, tem uma levada bem mosh lembrando
as bandas de venice dos anos 80 e o riff é totalmente Thrash Metal. O disco se encerra com
a faixa Sem Palavras, uma música perfeita pra pogar e banguear com os amigos. Um
comentário sobre esse disco é a qualidade técnica e a qualidade da banda nessa época.
Tive a chance de ver a formação desse disco (exceto o baixista Flávio) em 2007, formação
que resultou no disco Extinção (2009), mas isso é pra uma outra resenha. Quem não
conhece Lobotomia e quer começar gostando da banda de cara? Coloca no talo e mosh to

dieeeeeeee.