Resenha Lobotomia-Nada é Como Parece
Guilherme Santos
No final da década de 80, a mistura
de metal com hardcore era constante no mundo inteiro.
O tal estilo denominado como crossover
vivia o seu eterno apogeu com bandas como:
D.R.I.,Crumbsuckers, Gang Green,
Suicidal Tendencies e English Dogs. No Brasil em 1989
não era diferente, a cena thrash fervilhava com ótimas bandas,
enquanto a cena punk
estava muito em baixa devido às confusões que permearam o
movimento punk de 83 até o
início da década de 90. O Lobotomia surge na segunda fase do
movimento punk (1984),
onde as bandas já tinham influência do chamado
Metalpunk inglês
e a evolução
disso para
um crossover coeso foi mais do que
natural. Nada é
Como Parece foi gravado em BH no
selo Cogumelo records com uma excelente
produção.
A formação
da banda contava com
Marcão (Vocais), Adherbal, Paulão (Guitarras), Flávio (Baixo) e Grego
(Bateria). O disco em
si é uma pancada atrás da outra. A faixa título “Nada é Como Parece” tem um riff marcante
e isso leva à característica da música por completo, ou
seja, som inesquecível
e letra
marcante. Donos do Sistema/ Mosh to Die
são o ponto chave do
disco, duas faixas que são
verdadeiras pérolas do Crossover. O
mesmo podemos dizer sobre Penso, Logo desisto e
Fiquem se Distraiam, riffs e mais riffs,
cozinha detonando e os vocais do Marcão bem
rasgados, lembrando o maravilhoso
Onslaught no debut Power From Hell (1985). O lado B
começa com Ratos da Cidade, a faixa mais comprida do
disco e segue com Manicômio,
cuja letra diz que não temos culpa de
nascer e viver nessa droga de país. Drugs (Sua Vida
Começa Acabar) é uma das mais originais do disco, tem uma levada
bem mosh lembrando
as bandas de venice dos anos 80 e o riff
é totalmente Thrash
Metal. O disco se encerra com
a faixa Sem Palavras, uma música perfeita pra
pogar e banguear com os amigos. Um
comentário sobre esse disco é a qualidade técnica e a qualidade
da banda nessa época.
Tive a chance de ver a formação desse disco (exceto
o baixista Flávio)
em 2007, formação
que resultou no disco Extinção (2009), mas isso é pra uma outra resenha.
Quem não
conhece Lobotomia e quer começar gostando da banda
de cara? Coloca no talo e mosh to
dieeeeeeee.









